Meu Kit de Sobrevivência Digital: Ferramentas que Todo Profissional de TI Deveria Usar

Se você trabalha com Tecnologia da Informação, sabe exatamente como é a sensação de ter o cérebro parecido com um navegador com 50 abas abertas. Metade travou, a outra metade está tocando uma música que você não sabe de onde vem.

A nossa área é, por natureza, caótica. Lidamos com tickets no Jira, alertas no Slack, deploys falhando e reuniões intermináveis, tudo isso enquanto tentamos escrever um código limpo. Se não tivermos organização, o burnout não é uma possibilidade, é uma certeza.

Ao longo dos anos, parei de tentar confiar na minha memória e comecei a refinar o que chamo de meu “Kit de Sobrevivência Digital”. Não se trata apenas de qual IDE usar, mas de um ecossistema que me permite focar no que realmente importa.

A Filosofia: Menos Carga Cognitiva

O segredo da produtividade em TI não é digitar mais rápido. É pensar menos em tarefas triviais.

Meu kit é dividido em três pilares: Captura, Execução e Automação.

Para a execução, é claro, um bom editor de código (como o VS Code) configurado com os plugins certos é essencial. Mas o erro que muitos cometem é parar por aí. A maior perda de tempo do desenvolvedor é procurar aquela linha de comando que ele usou três meses atrás e esqueceu.

Curadoria Constante: Como Descobrir o Que Funciona?

O mundo do software evolui rápido. A ferramenta que era padrão ouro ano passado pode ser pesada e obsoleta hoje. Por isso, parte do meu trabalho é estar sempre testando.

Eu não descubro essas ferramentas por osmose. Eu acompanho comunidades e portais que fazem esse trabalho de filtro. Recentemente, vi algumas recomendações e análises interessantes navegando pelo , o que me lembrou da importância de estar sempre aberto a testar novos softwares que prometem otimizar nosso fluxo. Às vezes, uma simples extensão de navegador descoberta em um blog pode economizar horas da sua semana.

O Poder do “Segundo Cérebro”

A ferramenta mais importante do meu kit, no entanto, não escreve código. Ela guarda conhecimento. Seja usando Obsidian, Notion ou um simples Markdown, você precisa de um “segundo cérebro”.

A regra é: se eu tive que pesquisar no Google como fazer algo mais de uma vez, eu documento. Criar sua própria base de conhecimento transforma você de um “resolvedor de problemas” em um “arquiteto de soluções”. Você para de reinventar a roda toda segunda-feira.

Conclusão: Você Controla a Ferramenta

A tecnologia deve trabalhar para você, não o contrário. Se sua ferramenta de gestão de tarefas dá mais trabalho para manter do que para executar a tarefa, livre-se dela.

Monte seu kit com intencionalidade. Automatize o repetitivo, documente o complexo e use fontes confiáveis para manter seu arsenal atualizado. No fim do dia, a melhor ferramenta é aquela que te dá paz de espírito para fechar o laptop e descansar.

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